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Archive for março \13\+00:00 2014

Criticismo

Kant

Crítica:

1. arte de julgar uma obra de caráter intelectual, artístico ou literário

2. apreciação de uma criação intelectual, artística ou literária; julgamento; análise

3. conjunto das pessoas que exercem a atividade de crítico

4. juízo moral ou intelectual

5. ato de censurar

6. julgamento desfavorável;

Na Filosofia, a crítica possui o sentido de análise. Assim, a filosofia crítica designa o pensamento de Kant. Suas três obras principais se intitulam: Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática, e Crítica do Juízo. Nessas obras a palavra “crítica” tem o sentido de “exame de valor”. Do uso Kantiano da palavra “crítica”, deriva o termo criticismo, que designa a filosofia de Kant.

Sobre a Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant

Nascido em Konigsberg, Alemanha, Kant (1724-1804) teve uma vida longa e tranqüila, dedicada ao ensino e à investigação filosófica. Homem metódico e de hábitos arraigados, lecionou durante 40 anos na Universidade de Konigsberg. Morreu aos 80 anos sem nunca ter se afastado das imediações de sua pequena cidade natal.

Kant afirma que a filosofia deve responder a quatro questões fundamentais: O que posso saber? Como devo agir? O que posso esperar? O que é o ser humano?

Tentando responder a essas questões, ele desenvolveu um exame crítico da razão, a fim de investigar as condições nas quais se dá o conhecimento humano. Esse exame está contido em sua obra mais célebre, a Crítica da Razão Pura.

Na Crítica da Razão Pura, Kant distingue duas formas básicas do ato de conhecer:

  • O conhecimento empírico (a posteriori): aquele que se refere aos dados fornecidos pelos sentidos, isto é, que é posterior à experiência. Exemplo: Este livro tem a capa verde;
  • O conhecimento puro (a priori): aquele que não depende de quaisquer dados dos sentidos, ou seja, que é anterior à experiência. Nasce puramente de uma operação racional. Exemplo: duas linhas paralelas jamais se encontram no espaço. Essa afirmação (juízo) não se refere a esta ou àquela linha paralela, mas todas. É uma afirmação universal. Além disso, é uma afirmação que, para ser válida, não depende de nenhuma condição específica. Trata-se de uma afirmação necessária.

 

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