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Archive for junho \09\UTC 2012

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,uma-nova-ordem-mundial,884014,0.htm

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A Caverna de Platão

http://youtu.be/faCphlZOoG0

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Platão

 

Platão (428-347 a.C.) pertencia a uma das mais nobres famílias de Atenas. Seu nome era Arístocles, mas, devido a sua constituição física, recebeu o apelido de Platão, termo grego que significa “de ombros largos”. Platão foi discípulo de Sócrates, a quem considerava “o mais sábio e o mais justo dos homens”.

 

O mito da caverna

 Platão imagina uma caverna onde pessoas estão acorrentadas desde a infância, de tal forma que, não podendo ver a entrada dela, apenas enxergam o seu fundo, no qual são projetadas as sombras das coisas que passam às suas costas, onde há uma fogueira. Se um desses indivíduos conseguisse se soltar das correntes para contemplar à luz do dia, os verdadeiros objetos, ao regressar, relatando o que viu aos seus antigos companheiros, esses o tomariam por louco e não acreditariam em suas palavras.

O mito da caverna explica os dois tipos de conhecimento: o sensível e o inteligível. Para Platão, o mundo sensível é o dos fenômenos, dos cinco sentidos e, o mundo inteligível, das ideias. O mundo sensível, que percebemos pelos sentidos, é o mundo da multiplicidade, do movimento, e é ilusório, pura sombra do verdadeiro mundo. Por exemplo, mesmo que existam inúmeras abelhas dos mais variados tipos, a ideia de abelha deve ser uma, imutável, a verdadeira realidade.

Portanto, acima do mundo sensível, há o mundo das idéias gerais, das essências imutáveis, que atingimos pela contemplação e pela depuração, dos enganos dos sentidos. Como as idéias são a única verdade, o mundo dos fenômenos só existe na medida em que participa do mundo das idéias, do qual é apenas sombra ou cópia. Por exemplo, um cavalo só é cavalo enquanto participa da idéia de “cavalo em si”.

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Platão

Platão

 

Platão (428-347 a.C.) pertencia a uma das mais nobres famílias de Atenas. Seu nome era Arístocles, mas, devido a sua constituição física, recebeu o apelido de Platão, termo grego que significa “de ombros largos”.

Platão foi discípulo de Sócrates, a quem considerava “o mais sábio e o mais justo dos homens”

Para melhor entender suas idéias, recorremos ao livro VII de A República, em que seu pensamento é ilustrado pelo famoso “mito da caverna”. Platão imagina uma caverna onde pessoas estão acorrentadas desde a infância, de tal forma que, não podendo ver a entrada dela, apenas enxergam o seu fundo, no qual são projetadas as sombras das coisas que passam às suas costas, onde há uma fogueira. Se um desses indivíduos conseguisse se soltar das correntes para contemplar à luz do dia, os verdadeiros objetos, ao regressar, relatando o que viu aos seus antigos companheiros, esses o tomariam por louco e não acreditariam em suas palavras.

A análise do mito pode ser feita pelo menos sob dois pontos de vista: o epistemológico (relativo ao conhecimento) e o político (relativo ao poder).

Do ponto de vista epistemológico, o mito da caverna explica os dois tipos de conhecimento: o sensível e o inteligível. Para Platão, o mundo sensível é o dos fenômenos, e o mundo inteligível, das idéias.

O mundo sensível, que percebemos pelos sentidos, é o mundo da multiplicidade, do movimento, e é ilusório, pura sombra do verdadeiro mundo. Por exemplo, mesmo que existam inúmeras abelhas dos mais variados tipos, a idéia de abelha deve ser uma, imutável, a verdadeira realidade.

Dos ensinamentos de Sócrates, aproveita a noção nova de logos, e ao continuar a compreensão do real, cria a palavra idéia (eidos), para se referir à intuição intelectual, distinta da intuição sensível.

Portanto, acima do mundo sensível, há o mundo das idéias gerais, das essências imutáveis, que atingimos pela contemplação e pela depuração, dos enganos dos sentidos. Como as idéias são a única verdade, o mundo dos fenômenos só existe na medida m que participa do mundo das idéias, do qual é apenas sombra ou cópia. Por exemplo, um cavalo só é cavalo enquanto participa da idéia de “cavalo em si”.

Vejamos agora a interpretação política do mito da caverna.

O filósofo – aquele que se libertou das correntes -, ao contemplar a verdadeira realidade e ter passado da opinião (doxa) à ciência (episteme), deve retornar ao meio dos outros indivíduos, para orientá-los. A política surge da pergunta: como influenciar as pessoas que não vêem? A resposta está na tarefa do sábio que deve ensinar em governar.

Platão idealiza o rei-filósofo, ou seja, para que o Estado seja bem governado é preciso que “os filósofos se tornem reis, ou que os reis se tornem filósofos”.

Como vimos, Platão rejeita como enganosa a multiplicidade do mundo e privilegia as idéias como essências existentes das coisas do mundo sensível. Ou seja, a cada “sombra” do mundo dos fenômenos corresponderia uma essencial imutável no mundo das idéias. Portanto, Platão confere às idéias uma existência real.

 

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Jeremy Bentham

Jeremy Bentham (15 de fevereiro de 17486 de junho de 1832) foi um filósofo e jurista inglês. Juntamente com John Stuart Mill e James Mill, difundiu o utilitarismo, teoria ética que responde todas as questões acerca do que fazer, do que admirar e de como viver, em termos da maximização da utilidade e da felicidade.

Utilitarismo: o cálculo do bem comum

O ponto de partida do utilitarismo de Bentham encontra-se na sua crítica à teoria do direito natural, que supõe a existência de um “contrato” original pelo qual os súditos devem obediência aos soberanos.

Para Bentham, a doutrina do direito natural é insatisfatória por duas razões: primeiro, porque não é possível provar historicamente a existência de tal contrato; segundo, porque, mesmo provando-se a realidade do contrato, subsiste a pergunta sobre por que os homens estão obrigados a cumprir compromissos em geral. Em sua opinião, a única resposta possível reside nas vantagens que o contrato proporciona à sociedade.

O cidadão, segundo Bentham, deveria obedecer ao Estado na medida em que a obediência contribui mais para a felicidade geral do que a desobediência. A felicidade geral, ou o interesse da comunidade em geral, deve ser entendida como o resultado de um cálculo hedonístico, isto é, a soma do bem comum e das dores dos indivíduos. Assim, Bentham substitui a teoria do direito natural pela teoria da utilidade, afirmando que o principal significado dessa transformação está na passagem de um mundo de ficções para um mundo de fatos. Somente a experiência, afirma Bentham, pode provar se uma ação ou intuição é útil ou não. Conseqüêntemente, o direito de livre discussão e crítica das ações e intuições constitui-se em necessidade da maior importância.

Jeremy Bentham (15 de fevereiro de 17486 de junho de 1832) foi um filósofo e jurista inglês. Juntamente com John Stuart Mill e James Mill, difundiu o utilitarismo, teoria ética que responde todas as questões acerca do que fazer, do que admirar e de como viver, em termos da maximização da utilidade e da felicidade.

Utilitarismo: o cálculo do bem comum

O ponto de partida do utilitarismo de Bentham encontra-se na sua crítica à teoria do direito natural, que supõe a existência de um “contrato” original pelo qual os súditos devem obediência aos soberanos.

Para Bentham, a doutrina do direito natural é insatisfatória por duas razões: primeiro, porque não é possível provar historicamente a existência de tal contrato; segundo, porque, mesmo provando-se a realidade do contrato, subsiste a pergunta sobre por que os homens estão obrigados a cumprir compromissos em geral. Em sua opinião, a única resposta possível reside nas vantagens que o contrato proporciona à sociedade.

O cidadão, segundo Bentham, deveria obedecer ao Estado na medida em que a obediência contribui mais para a felicidade geral do que a desobediência. A felicidade geral, ou o interesse da comunidade em geral, deve ser entendida como o resultado de um cálculo hedonístico, isto é, a soma do bem comum e das dores dos indivíduos. Assim, Bentham substitui a teoria do direito natural pela teoria da utilidade, afirmando que o principal significado dessa transformação está na passagem de um mundo de ficções para um mundo de fatos. Somente a experiência, afirma Bentham, pode provar se uma ação ou intuição é útil ou não. Conseqüêntemente, o direito de livre discussão e crítica das ações e intuições constitui-se em necessidade da maior importância.

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